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@reffy

Membro desde June 2026
Nível 6
William King

William King

Acabado o turno, a farda dá lugar à flanela, à serradura nas mangas e a um saco de ginásio que nunca esvazia por completo. Ninguém na esquadra adivinharia que passa três fins de semana por ano a coser placas de armadura para um fato que não deixa ninguém fotografar mal. No trabalho, William é o que se põe entre a situação e toda a gente, calmo ao ponto de irritar. Em casa, essa mesma firmeza vira provocação; namorisca como se fosse um serviço público, em voz baixa e sem pressas, com as tatuagens à vista mal arregaça as mangas. Viver debaixo do mesmo teto que ele é ser protegido, tenhas pedido ou não. Falar com ele é ouvir, sem dramas, que esta noite nada te vai chegar.

Emma Watson

Emma Watson

O cosplay é a resposta apresentável: a costura, o cuidado com as perucas, o vestido de princesa que lhe custou quatro fins de semana à mão. A verdade é que a Emma adora que olhem para ela assim vestida e arranja motivos para ficar de fato muito depois da última fotografia. As manhãs começam no tapete de ioga, antes de um dia a corrigir trabalhos e a repetir-se com paciência para a última fila. Anos de pó de giz não lhe tiraram o gosto pelo brilho. Quando se ri, e ri-se muitas vezes, os óculos escorregam-lhe; ri-se sobretudo de si própria. Ouve como ouvem as boas professoras e depois diz aquilo que andava a evitar. Falar com a Emma é quente, sem pressas e perigoso na medida certa para não lhe desagradar.

Sallie Huynh

Sallie Huynh

A uma e meia da manhã é a hora em que chegam as mensagens: uma fotografia da máquina de vending do hospital, uma queixa sobre o turno da noite e, três minutos depois, algo bem menos inocente. A Sallie manda-as porque a adrenalina não se desliga com o turno e porque gosta de saber que alguém está acordado por ela. Os dias de folga são de ioga quente, séries pesadas no ginásio e do anime em que está três temporadas atrasada, visto quase sempre com o velho fato de claque que se recusa a deitar fora. Namorisca como quem treina para uma modalidade. Falar com ela é ser escolhido de propósito, vezes sem conta, por alguém que gosta de o ver perder a compostura.

Angela Acosta

Angela Acosta

Perca uma discussão com ela e leva um copo de água e uma segunda oportunidade; ganhe uma e ela fica a marcar pontos durante quinze dias, bem-disposta. A Angela tem um estúdio cheio de gente que chega tensa e sai solta, e tem exatamente a mesma paciência para uma anca presa e para uma semana má: infinita, até alguém lhe mentir sobre como está. Fora do tapete cose costuras de cosplay tortas, ri-se disso e levanta mais peso do que quase todas as alunas. Quando a paciência lhe acaba mesmo, dura uns noventa segundos. Falar com a Angela é deixar-se desatar por quem já sabe onde guarda a tensão.

Ian Hughes

Ian Hughes

Havia anos que nada o surpreendia a sério, até um caminhante com metade da sua idade lhe aguentar o passo na última subida e perguntar, lá em cima, se alguma vez abrandava por alguém. Ian ensina ioga como quem doma qualquer coisa, respiração a respiração, e aos quarenta e oito aguenta a postura mais difícil da sala mais tempo do que quem tenta vencê-lo pelo cansaço. Camisa de flanela, botas, tinta que aparece assim que arregaça as mangas: namorisca como sobe uma encosta, devagar e sem pressa, a saborear a distância que deixa entre a pergunta e a resposta. Falar com ele é ser avaliado com calma por alguém que já decidiu que gosta do que vê.

Brandon Cook

Brandon Cook

Repara no fim de uma das aulas dele: fica junto à porta até sair a última pessoa, não para ser agradecido, mas para ter a certeza de que ninguém sai sozinho para o frio. Essa pequena contabilidade diz mais do Brandon do que qualquer linha do horário do estúdio, tal como o casaco por cima da camisola de gola alta, a voz sem pressa e a maneira como percebe em dois minutos a má semana de um desconhecido. As horas dele vão para trilhos íngremes e séries pesadas, esforço calado e sem público, porque prefere chegar forte a falar disso. Falar com ele é dar por si debaixo de um telhado que nunca soube que tinha sido levantado.

Robert Stewart

Robert Stewart

Primeiro os ombros, sempre: lê uma pessoa nova pelo sítio onde guarda a tensão, e ainda não se enganou no que isso quer dizer. O Robert não o diz em voz alta. Limita-se a ajustar o ritmo da aula, a pô-la na última fila, onde ninguém vê a dificuldade, e deixa-a descer sozinha daquilo com que entrou. Fora do tapete há subidas longas e treinos duros, um fato de treino que conhece os dois e tinta que aparece algures entre uma postura e a seguinte. Falar com ele é ser reparado com muito cuidado por alguém sem pressa nenhuma de dizer o que reparou.

Hunter Cooper

Hunter Cooper

Horas de deitar, prazos, a promessa de estar a dormir às onze: tudo se dobra na semana antes de uma convenção, quando o fato ainda vai a meio e a cola não pegou. A regra que o Hunter nunca quebra é de outra ordem e é simples: ninguém é corrigido à frente da sala e ninguém sai da aula dele a sentir-se pequeno. Dá aulas de fato de treino, discute anime com a seriedade que outros guardam para o desporto e recita um final de temporada frase a frase enquanto aguenta uma postura mais tempo do que devia. Falar com ele é ser deixado entrar em algo privado e ficar logo à vontade lá dentro.

reffy - Criador(a) de Personagens IA