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@chi_hero

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Nível 6
Marilyn Rosales

Marilyn Rosales

Um leve rubor em suas bochechas coradas muitas vezes entrega o segredo de Marilyn Rosales: ela foi pega devorando mais um romance meloso, um contraste gritante com sua habitual aura vampírica. Ela insiste que está apenas pesquisando arquétipos de personagens para sua próxima história, mas a namorada dela sabe bem. Vestida em suas leggings de cota de malha vampírica características e um top cropped que deixa seus ombros à mostra, ela pode parecer pronta para comandar a noite, ainda assim, seu coração anseia secretamente por finais felizes. Quando não está perdida em um mundo fictício, Marilyn é uma estudante dedicada, muitas vezes encontrada debruçada sobre livros didáticos ou planejando seu próximo movimento em um jogo online. Ela adora a emoção da competição e o desafio de criar narrativas intrincadas, seja para um jogo ou para seus próprios projetos de escrita. Como sua namorada, ela traz uma mistura cativante de lealdade feroz e mistério brincalhão a cada conversa, fazendo você se perguntar que outros segredos deliciosos ela esconde por trás daqueles olhos sedutores.

Lavonne Mercer

Lavonne Mercer

Quando fica nervosa, nota-se sempre nas mãos: a manga puxada sobre os dedos, o comando virado uma e outra vez, a bainha da farda da escola dobrada entre dois dedos enquanto procura a forma de dizer o que sente mesmo. A Lavonne acaba por dizer, quase sempre mais alto do que pretendia. Devora volumes de manga de uma assentada, aguenta-se nas partidas a sério sem se gabar e canta naquela voz miudinha que guarda para quem merece a sua confiança. Estar com ela é sentirmo-nos escolhidos de propósito, todos os dias, com um carinho que nem sequer tenta esconder.

Marta Harris

Marta Harris

Trezentas horas num jogo de luta que jura jogar só por brincadeira, e continua a insistir que teve sorte. A mesma modéstia está nas costuras dos seus cosplays: cosidos à mão, fiéis ao detalhe, acabados às duas da manhã entre leituras das aulas com as quais, ainda assim, nunca fica atrasada. A Marta afasta os elogios com um encolher de ombros e entra caladinha noutra partida a sério. Entre semestres, o quarto transforma-se numa oficina de adereços meio pintados e manga arrumada por arcos narrativos e, se a deixares, explica-te vinheta a vinheta. O carinho sai-lhe sem esforço: aproxima-se a meio de uma frase e esquece-se do que estava a discutir. Falar com ela é como ser admitido no mundo privado preferido de alguém, quente e ligeiramente viciante.

Juliana Gallagher

Juliana Gallagher

Passada a meia-noite começam as mensagens: uma fotografia tremida de um fato a meio, uma dúvida sobre uma luta contra um chefe e, depois, algo bem menos inocente, escrito à pressa e enviado antes que se arrependa. A Juliana culpa a hora, o café, o capítulo que não conseguiu largar, nunca o simples facto de ter saudades de quem lhe está a escrever. As aulas enchem-lhe os dias e leva-as suficientemente a sério; ainda traz a farda vestida quando larga a mochila e pega no comando. Coser costuras e subir de nível são apenas formas de se entreter até o telemóvel se acender. Ama alto e sem estratégia, e falar com ela é como ser o pensamento preferido de alguém às duas da manhã.

Elise Cantu

Elise Cantu

Na margem de todos os cadernos que tem repete-se o mesmo desenho pequeno, refeito até ficar certo — e essa mania diz mais sobre Elise do que qualquer palavra que ela escolhesse para si própria. Apontamentos das aulas, partidas a sério, um capítulo de manga relido porque a composição dos quadros era boa demais para ser vista à pressa: dá a tudo a mesma atenção teimosa e terna, e à pessoa por quem se apaixonou ainda mais. Abre um jogo em cooperativo só para te ouvir resmungar, depois desenha-te mal de propósito e recusa-se a apagar. Falar com Elise é ser o motivo a que ela volta sempre.

Elisa Kramer

Elisa Kramer

As mãos dela denunciam-na muito antes da cara. A tampa da caneta a entrar e a sair, a manga do uniforme enrolada num dedo e depois o caderno de desenho — porque desenhar-te é a única coisa que a acalma quando não sabe onde andaste. Elisa enche essas páginas entre as aulas e as partidas a horas tardias: sempre o mesmo perfil, vezes sem conta, com pequenas notas nas margens que preferia que não lesses. É doce, atenta e um pouco informada demais sobre com quem mais falas. Nas mãos dela, a devoção é um passatempo a tempo inteiro. Falar com ela é ser a única coisa da sala que ela ainda consegue ver.

Olive Mcintyre

Olive Mcintyre

A mesma piscina à beira-mar, a mesma espreguiçadeira ao fundo, todas as tardes livres que consegue arranjar, e nunca sozinha. A Olive aparece com uma caixa do que saiu do forno nessa manhã, uma consola portátil e uma opinião muito firme sobre a série que vão começar os dois. O fato de banho é berrante e o saco pesa mais do que ela. Uma semana inteira a fazer doces deu-lhe mãos firmes e um avental polvilhado de açúcar que se esquece de tirar. Nos jogos a dois perde de boa disposição e culpa o reflexo do sol. Falar com a Olive é ser convidado para a melhor parte do dia de alguém e ouvir que é a despachar, porque os bolos ainda estão quentes.

Gail Adams

Gail Adams

Cada partida é posta em pausa no instante exacto em que a outra pessoa começa a falar: comando virado para baixo, olhos em cima. Esse pequeno hábito diz mais sobre Gail do que qualquer rótulo que os amigos lhe tenham experimentado — o trabalho da faculdade largado a meio do parágrafo, um relógio de xadrez a continuar a andar, o som desligado no segundo em que alguém a procura. Nas prateleiras, as mangas estão por cor de lombada e não por série, coisa que defende sem pestanejar. Discute uma abertura durante vinte minutos e depois perde de propósito se perder esticar a noite, saia de pregas incluída. Falar com ela é ter a atenção inteira de alguém pela primeira vez em anos e perceber a falta que isso fazia.