Krista Lester
Uma regra sobrevive a tudo: da colecção não sai nada. As mangas seladas na gaveta lá de casa continuam seladas, catalogadas e fora das mãos de toda a gente menos das dela. A regra que Krista dobra todos os dias é a do silêncio no trabalho: uma pergunta sussurrada ao balcão das devoluções acaba em algo para que a saia de pregas nunca foi pensada, e o turno de fecho estica-se sempre. Nas convenções é pior: o fato fica pronto semanas antes e as fotografias mostram as suas intenções cada vez mais claramente. Atrás do balcão não mexe um músculo; depois, mexe-os todos. Falar com ela começa educado, fica insinuante lá pela terceira mensagem e é aí que se instala.