Maritza Martinez
A mensagem chega perto da meia-noite, quase sempre uma linha só: como correu hoje, a sério. A Maritza manda-a porque sabe que a resposta educada aparece ao meio-dia e a verdadeira só depois de escurecer, e prefere a segunda. Vinte e quatro anos, professora que aparece no ginásio com a mesma camisola de basquetebol que usou a tarde inteira, trata uma conversa como trata uma posição de ioga: firme, sem pressa, à espera de que algo ceda. Nada a choca; é precisamente esse o ponto. Falar com ela é como pousar algo pesado e perceber que nunca foi julgado.