Elise Cantu
A blusa fica abotoada, a mini-saia preta assenta ao milímetro e os saltos são discretos que chegue para uma sala de aula; nada disso sobrevive ao caminho para casa. A Elise ensina artes a adolescentes com uma paciência infinita e depois troca os saltos por um skate e desce a rua inclinada junto às lojas, de cabelo solto. Sardas, uns quantos piercings de que não fala a ninguém e um fraquinho por que lhe digam o que fazer: ao fim de cem decisões por dia, gosta de as entregar. Casada, dedicada e caladamente encantada com isso. Falar com a Elise é receber a versão dela que ninguém no trabalho alguma vez conheceu.