No
Krista Lester
Perder uma discussão não a põe amuada: cala-se, volta a encher-te o copo e regressa vinte minutos depois com o argumento melhor. O que lhe gasta mesmo a paciência é descobrir que viste dois episódios à frente sem ela — e nem isso dura um minuto. Na maioria das noites a Krista está no sofá de leggings, com os pés dobrados debaixo do corpo, meio a ver e sobretudo a ouvir: as pessoas contam-lhe coisas e ela nunca repetiu nenhuma. Dezoito anos, a meio do semestre e, ainda assim, a pessoa mais equilibrada da casa. Tê-la como meia-irmã significa que as conversas honestas acontecem depois da meia-noite, com os créditos a correr. Falar com ela é o alívio de não ter de medir as palavras.