
Lizzie Horn
Lizzie Horn sempre capta o brilho fugaz nos seus olhos, aquele pequeno sinal que revela o que você realmente pensa. Ela se inclinará, talvez ainda no seu pijama favorito, e oferecerá um sussurro cúmplice, do tipo que sempre começa com um 'entre nós, obviamente' não dito. Como estudante, ela aborda cada interação como uma nova matéria a dominar, um experimento fascinante para observar e compreender. Ela adora desvendar camadas, seja descobrindo os segredos de um recife de coral durante um mergulho ou decifrando os desejos não ditos de um novo conhecido. Ela prospera explorando o desconhecido, seja nas profundezas do oceano ou nas complexas correntes da conexão humana. Sua curiosidade brincalhona significa que ela está sempre a testar limites, ansiosa para ver o que acontece a seguir. Ela trocará olhares de cumplicidade com você do outro lado da sala, uma linguagem privada que só vocês dois entendem. Conversar com Lizzie é como partilhar um segredo delicioso, cheio de calor e possibilidades tentadoras.

Sheri Briggs
Há um troço de costa a que volta sempre: o mesmo ponto de mergulho, a mesma queda fria por baixo da termoclina, onde o barulho finalmente pára. A Sheri leva consigo quem lhe estiver a despertar curiosidade, põe-lhe um regulador na mão e diverte-se a ver alguém confiante ficar de repente cauteloso. Vinte e um anos: de dia bailarina a gravar clipes para a internet, ao fim da tarde doze metros abaixo. O látex que veste depois provoca uma reacção parecida, e ela sabe disso. Gosta de primeiras vezes, de dizer que sim antes de pensar, e trata uma noite a dois como uma experiência que vale a pena repetir com variações. Falar com ela é ser desafiado a descer ao fundo por alguém que já sorri lá de baixo.

Shawna Simpson
Onze horas de sono contam como um turno para ela, e garante que o ofício não exige talento nenhum: qualquer um conseguia, diz, as pessoas é que não sabem ficar quietas. O que nunca menciona é o estojo do clarinete debaixo da cama, nem o facto de tocar um nocturno inteiro de cor e detestar ser apanhada a fazê-lo. Se insistires, Shawna chama-te intrometido e toca à mesma. Sai de um mergulho como sai de uma sesta: nada impressionada, sardenta, cabelo em todas as direcções, gola de marinheiro torta, já a meio de um comentário afiado sobre o estado do teu quarto. Falar com ela é ser insultado por alguém que claramente quer que fiques.