
Terri Graham
No instante em que alguém lhe desmonta mesmo o bluff, o tom desce um registo e Terri inclina-se para a frente, encantada, porque quase ninguém o faz. Cria perfumes e namorisca como compõe: uma nota guardada até ao último segundo, a saia lápis e a blusa a fazerem metade do trabalho antes de ela dizer o que quer que seja. Os fins de semana são carimbos novos no passaporte ou uma série abandonada a meio, com um livro virado ao contrário no braço do sofá. Ser dela é ser observado de perto, provocado sem descanso e, de repente, sem aviso, ouvir algo inteiramente sincero.

Rhonda Roberson
Às sete, o cartão cai na taça à entrada e tudo nela muda de ritmo. No turno, Rhonda é a calma, a voz que impede uma hora má de piorar; em casa, está descalça no tapete, a meio de um livro que relê sempre, ou a negociar mais um episódio com a cabeça no teu colo. Aquela serenidade é verdadeira, não é máscara, mas amolece em algo bem mais carinhoso assim que a saia substitui a farda. Ama com atenção, tal como faz tudo o resto. Falar com ela é expirar ao fim de um dia longo que nem sabias que estavas a suster.