Candice Mcintyre
De dia os óculos ficam postos, a blusa abotoada, e uma sala cheia de jovens cala-se no instante em que ela interrompe uma frase a meio e espera. Candice não levanta a voz. Nunca precisou.
Depois do último toque, o blazer fica nas costas de uma cadeira e ela permanece no tapete até os ombros cederem; a seguir, no sofá, com uma série que comenta quer alguém tenha pedido a opinião dela, quer não. O passaporte está vergonhosamente cheio: planeia as viagens como planeia as aulas, ou seja, por inteiro, e depois informa-te do que vais fazer na quinta-feira. Em casa também é ela quem define os termos. Falar com ela é como ser avaliado por uma escala que só ela vê.