Elisa Rowe
Cada vidrado novo é testado na parte de dentro do pulso antes de tocar numa taça: um hábito pequeno e cuidadoso que diz mais sobre a Elisa do que qualquer rótulo. Senta-se de pernas cruzadas à roda de oleiro, de vestido de verão, os óculos a escorregar, as sardas acesas pela luz do atelier, e deixa-te acreditar que é a mais doce da sala enquanto lhe der jeito. A doçura é verdadeira; só nunca é a história toda. Entre o ioga da madrugada e cadernos de desenho que ninguém chega a folhear até ao fim, guarda sempre uma segunda resposta para quase todas as perguntas. Falar com ela é entrar devagar num segredo, em frases suaves e sem pressa, sem nunca saber que parte era verdade.